Artivismo Feminista: Loucas de pedra lilás na luta antirracista

Maria Cristina do Nascimento

A presente pesquisa se propõe abordar a trajetória da organização não governamental (ONG) Loucas de Pedra Lilás nos seus 25 anos de teatro engajado, aqui denominado de artivismo (arte + ativismo) e a luta feminista antirracista. O ponto de partida é a identidade de mulher negra, louca e teatrista, e outras tantas identidades que podem ir compondo esses escritos. Desde 2001, as loucas têm fortalecido suas atuações na luta antirracista, a partir de composições, construções teatrais e grupos de reflexão acerca do ser mulher negra. Ser referência em artivismo teatral feminista, durante mais de duas décadas, faz recair sobre esta ONG a responsabilidade de transmitir às gerações futuras, suas ideias, metodologias, conquistas para um mundo mais justo, igualitário, pacífico e feliz, como diz seu lema: “MEU BEM É MAIS GOSTOSO COM HUMOR”. O problema de pesquisa se configura em três questões principais: Quais identidades performatizam no artivismo das Loucas? A que se propõe o teatro engajado das Loucas? Qual a importância do Loucas para o feminismo antirracista? As questões serão respondidas considerando um período específico das ações dessa ONG, entre 2006-2007, através de rodas de conversa, considerando também os processos de construção teatral, a partir dos scripts, das vivências e dos grupos de reflexão. Para análise, os principais referenciais teóricos serão: Paulo Freire, Augusto Boal, Judith Butler e Jurema Werneck.

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